Adiado inúmeras vezes e tendo sido lançado como o último longa da Marvel na Fox, sem ser afetado pelo selo da Disney, “X-Men: Fênix Negra” chegou aos cinemas com uma missão bastante difícil: conseguir distinguir a mente do público com o recente fenômeno de “Vingadores Ultimato”. Obviamente não tem como comparar ambos os filmes, pois, além de serem “universos diferentes”, a constituição deles também foi diferente. Claro, nos longas antecessores dos “X-Men”, a grande maioria foi um sucesso seja na crítica seja nas bilheterias. Porém, até o presente momento, 90% dos críticos tem massacrado este novo longa, mas e eu, o que achei? Confesso que GOSTEI do filme!

A história mostra os X-Men indo até o espaço atender uma missão de resgate de uma espaçonave que está a beira do colapso. Mas devido a um descuido, Jean Grey (Sophie Turner) acaba sendo possuída por uma força que alerta seus poderes mais obscuros. O fato acaba fazendo todos os X-Men entrarem em conflito.

Dirigido e escrito por Simon Kinberg (que já produziu vários filmes da Marvel para Fox), ele opta por fazer um “reboot” do arco mostrado em “X-Men: O Confronto Final”. Porém, não da mesma bagunça que foi o longa de 2006. Claro a ordem cronológica dos fatos mostrados aqui não é o principal problema do longa (ninguém mais entende isso, então prefiro ignorar). A personagem que realmente segura o filme é a de Jean Grey, pois o arco central é o conflito dela com os poderes, ou seja, não há um foco no drama dentre o Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender), muito menos uma sequência memorável do Mércurio (Evan Peters). Os poderes da personagem são tão fortes que não consegue sequer fazer os outros pensarem em algo além de detê-la.
As sequências de embate dela com os X-Men realmente são muito bem idealizadas e conseguem prender a atenção do espectador. Mas infelizmente não usufruem da tecnologia 3D, então pode conferir sem problemas a versão 2D. Porém, quando surge a vilã interpretada por Jessica Chastain, sua presença não amedronta, muito menos aparenta ser uma persona complexa. Ela não só foi desperdiçada, como essa é a pior personagem de sua carreira (e olha que já vi todos os filmes dela).
“X-Men: Fênix Negra” pode ser uma experiência divertida se você ir assistir pensando APENAS no próprio universo dos X-Men, ao invés de entrar em comparação com o Universo da Marvel na Disney. Se você for com uma linha de pensamento oposta a citada, pode ter certeza que irá odiar.
Obs: O FILME NÃO POSSUI CENA PÓS CRÉDITOS.
Nota: 7,5/10,0

Gabriel Fernandes: Engenheiro de Computação, Cineasta, Crítico de Cinema e agora Radialista na Rádio RVD, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.

