Crítica – Playmobil: O Filme

Na última CCXP, foi realizada uma pré-estreia em primeira mão da animação “Playmobil: O Filme”. Com a presença do diretor e roteirista responsável pela mesma, Lino DiSalvo, em seu término acabamos sendo contemplados com um making-off da produção. E realmente não foram apenas simples animações em computação gráfica.

Imagem: Paris Filmes (Divulgação)

A história mostra dois irmãos (Anya Taylor-Joy e Gabriel Bateman), onde após o falecimento repentino dos seus pais, eles acabam tendo de se virar sozinhos. Alguns anos depois, eles acabam acidentalmente se deparando com um cenário do universo Playmobil e são transportados para o mesmo. O roteiro realmente é bem simples e não procura inovar, apenas entreter quem busca algo simples.

Imagem: Paris Filmes (Divulgação)

Assim como “Uma Aventura Lego”, “Playmobil: O Filme” é uma homenagem aos bonecos clássicos que cativaram gerações. Mas o grande desdém com relação a narrativa é a dublagem nacional, que literalmente prejudicou e muito as canções (principal arma da narrativa). Enquanto na voz original, as mesmas ficam na cabeça, a tradução não capta o estilo e tudo é visto de forma genérica.

Felizmente a animação faz diversas referências a clássicas produções do cinema como “Missão Impossível” e “Caça-Fantasmas” e elas são bem aplicadas, pelo roteiro. Mas vemos que DiSalvo tem um enorme cuidado na retratação do universo live-action com relação ao de Playmobil. Um exemplo é quando a personagem de Taylor-Joy tem dificuldade para andar como no universo real. É algo sutil, mas que pesa no resultado final.

“Playmobil: O Filme” não é tão marcante quanto “Uma Aventura Lego”, mas consegue divertir crianças e adultos que procuram uma diversão simples em família.

Gabriel_Fernandes

Gabriel Fernandes: Engenheiro de Computação, Cineasta, Critico de Cinema e agora Radialista na Rádio RVD, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.