Crítica - Até o Fim - Engenharia do Cinema

publicado em:17/05/22 11:14 AM por: Gabriel Fernandes CríticasTexto

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Já não é novidade que a atriz Megan Fox (“Transformers“) está há um certo tempo focada em realizar produções no cinema mais independente. “Até o Fim” é mais um deste título focado neste tipo de filme, e certamente fará com que muitos se recordem do recente “Jogo Perigoso” (inspirado no suspense de Stephen King, e lançado pela Netflix). Só que agora, temos uma premissa que facilmente poderia ter sido resolvida com uma pausa para pensar e em cinco minutos (poupando quase uma hora de projeção).  

Imagem: Califórnia Filmes (Divulgação)

A história gira em torno de Emma (Fox), que está vivendo uma enorme crise no casamento e ciente disso seu marido Mark (Eoin Macken) a leva para uma casa totalmente isolada no campo, para terem uma noite romântica. Quando ela acorda, o mesmo se suicida em sua frente e lhe deixa presa consigo através de uma algema. Só que ela não imaginava que dois bandidos estariam indo para o local.    

Imagem: Califórnia Filmes (Divulgação)

Começo enfatizando que embora o roteiro de Jason Carvey possua uma premissa muito embasada com o título de King, ele não parou para analisar as possíveis soluções que a protagonista poderia ter tomado, nos primeiros minutos que ela estava na escabrosa situação. Mesmo com Fox convencendo no papel de protagonista (afinal, ela já está se tornando uma boa atriz de ação), o roteiro não acaba colaborando para ela jogar um maior potencial.   

Pensem em todas as situações clichês possíveis (que vão desde um terceiro personagem que aparece apenas para ser morto, até mesmo feridas profundas que fazem a protagonista sair andando sem dificuldades), agora coloque isso em um cenário com todas as possibilidades que poderiam ter sido feitas, de forma direta e mais realista.    

Embora o diretor S.K. Dale tenha conseguido criar uma atmosfera de suspense, e conseguimos comprar a tensão, isso acaba caindo por terra a partir do momento que as situações se soem burras demais (já que tudo poderia ter sido resolvido em menos de 10 minutos).    

Até o Fim” soa como mais uma cópia barata dos suspenses de Stephen King, embora o diretor e até mesmo a própria Megan Fox se esforcem para tirar algo bom.

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Gabriel Fernandes: Engenheiro de Computação, Cineasta e Crítico de Cinema, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.



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