Crítica | Dirty Angels - Engenharia do Cinema

publicado em:15/01/25 4:27 PM por: Gabriel Fernandes CríticasTexto

O cineasta Martin Campbell havia conquistado o mundo com seu talento nas sequências de ação em “007 – Cassino Royale”. Apenas com a impactante cena de perseguição de Daniel Craig em Madagascar, muitos viram que ele poderia conseguir entregar ótimos filmes do gênero. Só que não foi bem assim nos anos posteriores.

Com o fracasso de “Lanterna Verde”, Campbell passou a realizar seus trabalhos posteriores como “O Estrangeiro” e “Assassino Sem Rastro” em estúdios menores e com uma qualidade cada vez mais pífia. “Dirty Angels” facilmente entra neste paradigma. Mesmo com a presença de atrizes como Eva Green, Maria Bakalova e Ruby Rose, nada consegue se salvar.

Após um grupo de adolescentes serem sequestradas por terroristas, uma equipe de militares é contratada para resgatá-las, em meio a um conflito entre o ISIS e as forças talibãs.

Nos últimos anos, algumas produções cinematográficas, de forma forçada, jogam ao público que as personagens femininas são mais fortes que os homens de forma esdrúxula.

Enquanto a equipe feminina possui imensa facilidade em todas as situações, e em muitas das vezes, saem de situações sem tomar um tiro, a masculina é literalmente fuzilada na primeira oportunidade. 

Chega a ser cômico, uma vez que as próprias Green e Bakalova já interpretaram personagens fortes e muito mais relevantes para o cinema. Vesper e Tutar mandam lembranças. 

Partindo para o trabalho técnico, é perceptível que todo o peso da trama é jogado sob Green. Sendo a única com destaque e uma atuação plausível, parece que ela embarcou no projeto pelo cachê e por já ter amizade com o próprio diretor (já que eles trabalharam em “007 – Cassino Royale”).

O visual chega a ser tão bizarro a ponto do sangue e os helicópteros usados em cena, serem inseridos por CGI (não estou brincando). Agregado às atuações canastronas, parece que esta produção só viu a luz do dia por alguma espécie de favor ou dívida com alguém da indústria cinematográfica.

Assim como seu título, “Dirty Angels” mostra que é possível sujar as asas de um diretor que estava com um caminho brilhante no cinema.



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Engenheiro de Computação, Cineasta e Critico de Cinema, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.


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