Crítica | Faça Ela Voltar - Engenharia do Cinema

publicado em:8/09/25 10:47 AM por: Gabriel Fernandes CríticasTexto

Apoio

Vindos de vídeos do YouTube, os cineastas Danny Philippou e Michael Philippou chamaram a atenção dos cinéfilos com o longa “Fale Comigo” (que terá sua continuação lançada em setembro de 2026).

Enquanto este não chega, a dupla lançou “Faça Ela Voltar”, que consegue ser mais violento e perturbador que o título original. Assim como no primeiro longa da dupla, o enredo mais uma vez bebe da fragilidade do luto para gerar situações perturbadoras.

Com o falecimento inesperado do pai, os irmãos Wendy (Billy Barratt) e Piper (Sora Wong) vão morar com a misteriosa Laura (Sally Hawkins), que passa a ser a nova mãe adotiva deles. Porém, à medida que os dias avançam, segredos obscuros sobre ela e o local onde vivem começam a ser revelados.

Além de uma história misteriosa que vai tomando forma aos poucos, o roteiro de Danny Philippou e Bill Hinzman opta por construir situações que beiram o terror escatológico e causem desconforto no espectador.

Com nítidas referências ao trabalho de William Friedkin, no clássico “O Exorcista”, existem duas sequências em que é impossível não se contorcer na cadeira e até mesmo sentir enjoo por conta do que é apresentado. Por conta do teor de violência nessas cenas, torna-se justificável a censura de 18 anos.

Por mais que Hawkins seja uma excelente atriz e se encaixe no estereótipo maluco e paranoico de Laura, o grande destaque é Jonah Wren Phillips, intérprete do misterioso filho da personagem. Sem dizer muitas palavras, sua caracterização é uma das mais impactantes e assustadoras do ano.

“Faça Ela Voltar” é mais uma surpresa no gênero de horror e exemplifica que ainda há como contar uma boa história e causar aflições no espectador.



Engenheiro de Computação, Jornalista, Cineasta e Critico de Cinema, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.


Comentários



Adicionar Comentário