Crítica | Sem seus amigos, Adam Sandler troca ideia com aranha gigante no tedioso 'O Astronauta' - Engenharia do Cinema
Como sempre digo aqui na página, a parceria entre Adam Sandler e a Netflix é um verdadeiro 8/80, beirando mais para produções com qualidade duvidosa, do que ótimas. Em “O Astronauta”, mesmo não sendo uma comédia, e sim um drama psicológico, o longa apela para várias metáforas em uma trama que parece ter pisado no freio logo nos primeiros 20 minutos de exibição. Apenas começo dizendo que Sandler errou mais uma vez.

Imagem: Netflix (Divulgação)
Baseado no livro de Jaroslav Kalfar, “Spaceman of Bohemia”, depois de permanecer durante um longo período em um programa espacial cujo intuito é descobrir respostas para a humanidade, Jakub Prochazka (Sandler) acaba se deparando com uma aranha gigante (voz de Paul Dano) em um compartimento de sua nave. Ambos não apenas desenvolvem uma amizade, como a criatura a aconselhar começa a aconselhar sobre a vida pessoal do astronauta e seu casamento com Lenka (Carey Mulligan).

Imagem: Netflix (Divulgação)
Na psicologia, as aranhas possuem diversos significados ligados a paciência, persistência e até mesmo como realizadora de presságios. Em cima desta premissa, o roteiro de Colby Day procura estabelecer seu contexto. Por mais aleatório que possa aparecer, a ideia poderia ter rendido um ótimo drama. Só que desde o princípio já sacamos os próximos desdobramentos. Mas ver a cara de sono de Sandler com uma aranha sem expressão, durante quase 100 minutos, se torna uma experiência torturante.
Embora Day ainda tente fazer, de for
Embora Day ainda tente fazer, de forma pobre, uma crítica sobre o quão o ser humano ainda vive em um cenário onde o dinheiro fala mais alto (como na cena onde Jakub fala que precisa fazer um procedimento de urgência, mas ele só poderá fazer se falar o slogan de um patrocinador da missão primeiro), não é transposta uma importância ao espectador.
ma pobre, uma crítica sobre o quão o ser humano ainda vive em um cenário onde o dinheiro fala mais alto (como na cena onde Jakub fala que precisa fazer um procedimento de urgência, mas ele só poderá fazer se falar o slogan de um patrocinador da missão primeiro), não é transparecida uma importância ao espectador da obra
Recém indicada ao Oscar por “Maestro”, a atriz Carey Mulligan também está sem vida também neste papel. Por mais que ela também interprete uma mulher depressiva e com seus traumas, em momento algum ela justifica o público ter pena de sua vida (afinal, ela está grávida e o marido está a anos luz de distância). Já a Aranha (cuja concepção em CGI está até bem feita), parece estar repetindo falas de gifs do Whatsapp, sempre que se depara com uma situação delicada na vida do casal (não estou brincando, é isso mesmo que acontece).
“O Astronauta” é mais um erro de Adam Sandler na Netflix, onde por mais que ele apenas esteja envolvido na parte de atuação, certamente não deve ter gostado de estar neste cenário.