Crítica - Little Fires Everywhere - Engenharia do Cinema
Reese Witherspoon se mostrou ser um grandes nomes em séries que relatam os problemas cotidianos e familiares. Após os sucessos de “Big Little Lies” e “The Morning Show”, a atriz estrela sua terceira série consecutiva “Little Fires Everywhere”. Porém ela foi idealizada pelo streaming da Hulu (divisão da Disney nos Eua) e posteriormente foi vendida para a Amazon Prime Vídeo transmitir em suas plataformas em alguns outros países onde aquela não atua.
A história é inspirada no livro de Celeste Ng, e mostra Witherspoon como a sucessiva jornalista Elena Richardson, que mora em uma mansão com o marido e os quatro filhos. Porém um dia ela resolve aceitar alugar a casa de seus finados pais para a misteriosa sem teto Mia Warren (Kerry Washington) e sua filha Pearl (Lexi Underwood). Com estilos de vidas completamente diferentes, aos poucos ambas começam a entrar em conflito.
Dividida em oito capítulos, a minissérie procura mostrar logo de cara que não há um “mocinho” nesta história e sim personagens humanos e que sempre caem em contradição com quaisquer fatos. Preconceitos, confusões e mistérios acabam rondando a vida de Elena e Mia e esse é o carro chefe para segurar a série. Além da sábia escolha em começarem o primeiro capítulo com a casa da primeira acabando de ter um incêndio apagado, o que nos faz ter mais interesse em ter às respostas para “quem fez aquilo?” e “o que levou ao ato?”.
Porém o estilo novelesco em alguns episódios (como a imensa romantização em um arco envolvendo o aborto), podem fazer o espectador que não está acostumado com o gênero procurar outro tipo de divertimento. Mas aviso de antemão que isso ocorre homeopaticamente, pois não chega a prejudicar a série.
Com relação as atuações, a dupla central possui uma ótima química e estão excelentes em seus papéis (lembrando que tanto Reese quanto Kerry produzem a série). Mas o destaque está para o elenco jovem, onde as atrizes Megan Stott (que interpreta a caçula Izzy Richardson, e é muito parecida com a própria Reese) e Lexi Underwood foram as grandes revelações, além de terem arcos que chegam a roubar a cena da trama central.
“Little Fires Everywhere” não chega a ser uma revolução na concepção de tramas dramáticas, muito menos marcante, mas divertirá quem gosta de uma boa trama repleta de conflitos familiares e pessoais.
Gabriel Fernandes: Engenheiro de Computação, Cineasta, Crítico de Cinema e agora Radialista na Rádio RVD, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.