Crítica - Flordelis: Em Nome da Mãe - Engenharia do Cinema
Após o sucesso da série sobre Elize Matsunaga, na Netflix, era previsto que outros crimes ganhariam minisséries na perspectiva de seus criminosos. “Flordelis: Em Nome da Mãe” é outro exemplo de produção que claramente foi idealizada pela defesa da ex-pastora e ex-deputada, que foi condenada por ter assassinado o seu então marido o pastor Anderson do Carmo, em 2019. Com cenas exclusivas (que nitidamente só seriam feitas pelos citados), vemos sua versão da história e como ela estava “sofrendo” por retratações da imprensa em relação ao seu crime.

Imagem: HBO Max (Divulgação)
Dividida em quatro episódios, a atração foi gravada entre os períodos de julho de 2019 (quando ocorreu o crime), até seu julgamento em novembro deste ano (que absolveu os seus filhos adotivos, mas lhe condenou a prisão). Com o intuito de mostrar que a própria Flordelis buscava justiça em relação a problemas que aconteciam dentro da sua residência, a atração dirigida por Suemay Oram, peca e muito ao defender a mesma de uma forma pobre.

Imagem: HBO Max (Divulgação)
Com direito a tecladinho de churrascaria, frases e momentos clichês, certamente a própria Flordelis poderia ser indicada ao Framboesa de Ouro, na categoria Pior Atriz (uma vez que cenas como ela chorando no túmulo de Anderson), chegam a ser vergonhosas. Diferente da recente série “Pacto Brutal” (que foi elogiada ao mostrar apenas o lado de Glória Peres, no caso de sua filha Daniella), aqui não vemos em momento algum pessoas ligadas apenas a vítima e não para a acusada.
Tudo que a acusada realizou, foi por “mais puro amor” e nada mais além disso. Sim, existem momentos tensos que são contados (como os atos sexuais entre ela e os filhos), mas isso acaba sendo relevado por contes abruptos com depoimentos da advogada desta e de seus filhos lhe elogiando e falando que “ela era uma pessoa amorosa”. Se isso não foi passar pano aos atos criminosos dela, não sei o que isso seria.
“Flordelis: Em Nome da Mãe” se torna mais uma produção bastante vergonhosa, e que felizmente grande parte do público já se tocou qual o intuito desta minissérie. que se tornou mais um título que futuramente será descartado no catálogo da HBO Max.
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Gabriel Fernandes: Engenheiro de Computação, Cineasta e Critico de Cinema, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.
