Crítica – As Marvels

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Em uma era onde várias produções da Marvel Studios não estão mais funcionando, com os últimos filmes e séries sendo lançados mais com o intuito de promover o novo arco grandioso/próximas produções do estúdio (que aparentemente não vão levar em mulher nenhum), “As Marvels” é um típico exemplo onde todos os envolvidos já sabem que o produto final é ruim e inventam várias desculpas para tentar “vender o que não comprariam”.

Imagem: Marvel Studios (Divulgação)

A história em si já é uma confusão, onde após o bracelete de Kamala Khan (Iman Vellani, que agora também escreve as HQs da própria Miss Marvel) começar a incentivar uma constante troca entre ela, Carol Denvers (Brie Larson) e Monica Rambeau (Teyonah Parris), o trio acaba descobrindo que a misteriosa Dar-Benn (Zawe Ashton) que dominar o artefato para exercer uma antiga vingança.  

Imagem: Marvel Studios (Divulgação)

Desde os primeiros 10 minutos iniciais, fica nítido que houve uma grande discussão e bagunça em torno de algumas decisões dos arcos deste filme. Seja pelo fato da montagem ser problemática demais, o roteiro de Nia DaCosta (que também cuida da direção), Megan McDonnell e Elissa Karasik não se preocupar em aprofundar em nada (apelando para a desculpa de “veja as outras produções da Marvel, se quer saber mais”) e, uma direção que parece totalmente cega (lembrando que a própria diretora comentou que não estava envolvida na pós-produção).

Não existe apreço ou interesse em nenhum personagem, inclusive o “esperado” encontro entre Carol e Kamala, simplesmente não ocorre como deveria ser (de tão jogada que foram algumas informações) e mesmo com a boa vontade de Iman Vellani (que realmente é uma das únicas coisas boas desse filme), isso se salva.

O mesmo pode-se dizer de Teyonah Parris, cujo arco ficou dividido na série “WandaVision” e aqui não há uma explanação dramática devida (se resumindo a uma cena clichê de “abandono” em relação ao laço afetivo com Carol). Isso porque ainda não citei sobre a participação de Samuel L. Jackson, que simplesmente nada faz neste longa (e se tivesse sido removido, não faria diferença).

Já a vilã vivida por Zawe Ashton (em uma atuação canastrona ao máximo) só não consegue ser pior, pois o roteiro não avançou na canastrice que poderia ter se tornado. Não há desenvolvimento, suas motivações são jogadas e não sentimos uma ameaça em sua presença. Sem dúvidas, uma das piores antagonistas da Marvel .

Para piorar o que já estava ruim, a montagem deste filme não é plausível, mas sim confusa e nitidamente porca em algumas horas (principalmente nas cenas de ação, onde não houve uma preparação ou ensaio antes, pois há vários cortes rápidos e até mesmo brutos). Nem preciso entrar no mérito do CGI, pois mais uma vez o trabalho é feito nas coxas (inclusive as cenas de voo, são uma vergonha).

“As Marvels” é mais uma produção genérica e esquecível da Marvel, que se garante em uma cena pós-créditos feita de última hora.