Crítica | Calor Mortífero - Engenharia do Cinema

publicado em:30/09/24 7:40 PM por: Gabriel Fernandes Amazon PrimeCríticasFilmesTexto

Chegando de forma bastante tímida no catálogo do Prime Video, “Calor Mortífero” chama a nossa atenção por conta dos nomes de Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley e Richard Madden estarem em destaque. Porém, isso não é um sinal de qualidade, visto que este suspense de Philippe Lacôte pode ser desvendado já nos cinco minutos iniciais.

Inspirado no curta de Jo Nesbø, após a misteriosa morte acidental de seu cunhado (Madden), Penelope (Woodley) contrata em segredo o detetive particular Nick (Gordon-Levitt) para descobrir a verdade no ocorrido. Conforme ele avança nas investigações, descobre que tudo pode ser pior do que ele imaginava.

O roteiro de Matt Charman e Roberto Bentivegna perceptivelmente não conseguiu o crucial neste tipo de premissa: apresentar qual é a verdadeira ameaça. Além de não criarmos proximidade com os protagonistas, 

Mesmo tentando estabelecer uma conexão com Nick por conta de constantes flashbacks de sua vida pessoal (que só servem para deixar claro que ele é corno), Lacôte ainda espera que o espectador perceba as indiretas nas frases de efeito que ele insere neste e em outros momentos. Não entendeu? Ele repete mais umas três/quatro vezes para você sacar (é o famoso desenho para entender o desenho).

Isso sem mencionar que o trio central está bem canastrão e perceptivelmente estão neste projeto apenas para cumprir algum contrato por conta de um possível envolvimento em outra produção maior. 

Em compensação, há belíssimos cenários da Grécia e que servem mais para venderem aparelhos de televisão em lojas, do que as atuações dos envolvidos.

“Calor Mortífero” termina como mais um suspense clichê e esquecível, no catálogo do Prime Video.



Engenheiro de Computação, Cineasta e Critico de Cinema, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.


Comentários



Adicionar Comentário