Crítica | Kill Bill: The Whole Bloody Affair - Engenharia do Cinema

publicado em:10/03/26 11:18 PM por: Gabriel Fernandes CríticasTexto

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Ao apresentar que “Kill Bill” teria por volta de quatro horas de duração, os irmãos Weinstein (proprietários da Miramax) pediram para que Quentin Tarantino deixasse o projeto mais curto, para que pudesse ter um alcance maior de público e mais exibições nos cinemas. Então, ele sugeriu dividir o projeto em dois; mas, ao mesmo tempo que fazia a pós-produção, realizou uma montagem que unia ambos em uma única produção.

Com isso, nasceu “Kill Bill: The Whole Bloody Affair”, cuja primeira e única exibição aconteceu durante o Festival de Cannes de 2006. Mesmo com diversos pedidos dos fãs, o cineasta e a Miramax se mantiveram reservados. Com os escândalos e a venda do estúdio, ele recuperou os direitos e os vendeu para a Lionsgate comercializá-los mundialmente.

Lançada homeopaticamente em diversos países, inclusive no Brasil, a sessão foi transformada em uma experiência única para os fãs de Beatrix Kiddo e sua jornada de vingança.

A exibição conta com os dois títulos reeditados para serem um único filme, com direito a uma cena pós-créditos que traz a animação do game Fortnite; ou seja, é uma experiência completa.

Para quem não se recorda, a história gira em torno da Noiva (Uma Thurman), brutalmente agredida durante o seu casamento. Ao acordar de um coma após quatro anos, ela começa sua vingança indo atrás de todos os responsáveis por deixá-la em um leito de hospital e, também, por supostamente sumirem com a sua filha, pois ela estava grávida no ocorrido.

Em relação às duas obras originais, não são alteradas muitas coisas, embora o teor de violência seja um pouco maior em algumas cenas.

A origem da guerreira O-Ren Ishii (Lucy Liu) ganhou uma sequência animada mais extensa e violenta. Outro arco que aumentou foi o da Noiva com a gangue Crazy 88, que possui uma metragem maior e mais sanguinolenta.

Outro detalhe alterado foi a informação de que a sua filha ainda está viva, pois agora o espectador descobre junto dela no último capítulo do longa.

Obviamente, não existe mais a introdução da Noiva explicando os acontecimentos do primeiro filme no início do Capítulo 6, como foi visto no Volume 2. Em vez disso, já vemos o arco da chacina da capela.

Mesmo com algumas mudanças breves e uma cena pós-créditos que está no YouTube legendada, valeu ter visto este projeto no cinema? Com toda a certeza!

A emoção de ver “Kill Bill” na tela grande, principalmente para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver a obra de Tarantino no cinema pela primeira vez, é algo marcante e belo de se presenciar.

Ouvimos a trilha sonora de Ennio Morricone ser entoada em momentos-chave, assim como presenciamos os embates contra Vernita Green (Vivica A. Fox) e Elle Driver (Daryl Hannah) e, claro, o próprio diálogo final com Bill (David Carradine) — que, curiosamente, é uma sátira ao pensamento do próprio Tarantino sobre o Superman e o Homem-Aranha.

“Kill Bill: The Whole Bloody Affair” é uma pedida necessária aos fãs da famosa produção de Quentin Tarantino que, mesmo com uma duração extensa, não nos faz sentir o tempo passar.



Engenheiro de Computação, Jornalista, Cineasta e Critico de Cinema, resolveu compartilhar seu conhecimento sobre cinema com todos aqueles que apreciam essa sétima arte.


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