Lançado em 2016, “Moana – Um Mar de Aventuras” foi um dos maiores sucessos da Disney na época, pois custou cerca de US$ 170 milhões e rendeu US$ 643 milhões mundialmente.
Como o astro Dwayne Johnson também assinou a produção executiva do filme, ele foi um dos responsáveis por transformar uma minissérie do Disney+ em um segundo longa; nitidamente, foi com seu feedback que o estúdio resolveu lançar a versão em live-action da animação.
Além de ser um período em que a Disney está enfrentando fracassos consecutivos, era uma decisão óbvia deles passar a focar em franquias estabelecidas em vez de tentativas ou em projetos mais arriscados. Entretanto, este live-action de “Moana” mostra-se um fracasso nas bilheterias até então, pois arrecadou cerca de US$ 100 milhões até o encerramento deste texto e custou cerca de US$ 250 milhões para os cofres da Disney.
A história é exatamente igual à animação, na qual, após Maui (Johnson) roubar uma relíquia valiosa, a jovem Moana (Catherine Laga’aia) resolve partir em uma viagem para encontrá-lo e recuperar o objeto.
Assim como vimos em adaptações como “Lilo & Stitch” e “A Bela e a Fera”, o trabalho do diretor Thomas Kail (que também dirigiu a peça “Hamilton”) se preocupa em deixar tudo exatamente fiel ao que foi visto na animação.
Sejam as piadas em torno dos Kakamora, ou piratas de coco, a galinha que acompanha Moana durante a viagem e até mesmo as interações entre ela e Maui, mesmo que Johnson esteja à vontade no papel, trata-se de uma interpretação satírica, ou seja, não é para ser levada a sério, principalmente pela sua peruca, que causa estranheza.
Os números musicais que são conduzidos por Kail remetem ao que foi visto na animação, com o destaque indo para a canção “Along the Way”, escrita por Lin-Manuel Miranda e interpretada por Auli‘i Cravalho, Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson.
Já os efeitos visuais também são bem executados, pois mesmo que tenham uma pegada mais cartunesca em grande parte deles, ainda é dentro da proposta de uma produção que não se leva a sério o tempo todo.
O único ponto negativo é em relação aos arcos dramáticos, principalmente em relação à avó de Moana (Rena Owen), na qual faltou um pouco mais da emoção que havia no desenho, embora ainda consiga se emocionar brevemente.
Essa nova versão de “Moana” consegue entreter na medida certa, ao entregar exatamente o que prometia dentro das propostas de releituras em live-action. Nada mais além disso.
