Com o sucesso de “Alerta Máximo”, a Lionsgate pensou que uma continuação em um cenário diferente com o personagem de Gerard Butler seria interessante. Porém, com a saída do ator, o roteiro foi completamente reformulado para ser um filme à parte. Foi então que o estúdio resolveu transformá-lo em um filme de ação estrelado por Jason Statham, e nasceu “Código: Vingança”.
Mesmo que o marketing tenha sido criativo, com direito a uma balsa trafegando por Londres com um boneco gigante do ator e um divertido vídeo dele interagindo com sua action figure tendo circulado bem nas redes sociais, o pior ainda estaria por vir.
Por conta de um erro no streaming do Prime Video, o título ficou disponível por algumas horas, dias antes de chegar aos cinemas, e acabou sendo disponibilizado em diversos sites de pirataria, o que ocasionou “um problema multimilionário” para a Amazon.
Conflitos à parte, a história não foge do habitual dos outros títulos de Jason Statham. Aqui, ele interpreta o misterioso segurança Cole Reed, que trabalha para Tibu Campallo (Ramon Tikaram), um importante empresário marítimo por quem tem uma forte ligação pessoal. Porém, quando este é brutalmente assassinado, Cole parte em uma jornada de vingança e tenta entender o que aconteceu de verdade com ele. Para isso, infiltra-se em uma embarcação e passa a caçar os envolvidos um por um.
Este é aquele típico filme de ação em que nenhum desdobramento interessa, pois, em menos de 15 minutos, conseguimos deduzir exatamente quais são os próximos passos dos personagens. Só que, pelo fator mocinho e lobo solitário que Statham sempre faz, não precisamos de esforço para gostar do protagonista.
Nós temos um álibi do passado, que é a perda do pai de Cole; um objeto que estabelece um elo de ligação entre Cole e Tibu Campallo; e uma coadjuvante que “cai de paraquedas”, interpretada por Annabelle Wallis (“A Múmia”).
Isso tudo simplesmente funciona muito bem, pois o diretor Jean-François Richet sabe que não precisava exagerar para fazer dar certo. Sendo assim, ele explorou ao máximo o que poderia ser feito no gênero dentro de um navio em alto-mar. Com direito a boas cenas de luta e pitadas de violência, dentro do possível.
“Código: Vingança” consegue entregar um resultado plausível dentro de sua premissa simples, que sempre funciona nos cinemas e na carreira de Jason Statham.
